Intimações da eternidade

by offarinha

Chegado a casa e conectado com o mundo, tomo conhecimento da notícia – adiada há alguns anos – da morte de Claudio Abbado. Mais um da família, muito muito chegada, que parte. Os obituários dão a conhecer bastamente todo o percurso do imenso maestro que negava o conceito de «grande maestro» – grande era, segundo ele, o compositor. Dos dois concertos que deu em Lisboa, assisti ao segundo (a 2ª de Mahler no Ciclo Grandes Orquestras Mundiais da Gulbenkian com a Filarmónica de Berlim, que se realizou no Coliseu e não no Grande Auditótrio, como já vi incorrectamente referido). Para além da imensa (em qualidade e quantidade) discografia – por favor, muita atenção a Abbado director de ópera (extraordinários registos de Mussorgski, por exemplo) e de Mahler, registe-se a criação da Orquestra de Jovens Gustav Mahler (estará de novo em Lisboa em Abril), o Festival de Lucerna (grandes gravações de Beethoven com Martha Argerich, de Debussy e de Mahler) e a Orquestra Mozart.

Desta escola, restam-nos Brendel e o seu cúmplice desde o início, Pollini. Comovidamente agradecido, dedicarei as minhas próximas horas a ouvi-lo. E, por favor, vejam as imagens que o meu camarada de blogue colocou no post anterior.

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