Rankings

by offarinha

Saíram hoje nos meios de comunicação social os rankings das escolas, bem como os adjacentes comentários mais ou menos inúteis, mais ou menos pertinentes, mais ou menos imbecis. Para além da conversa fiada marxizante, repetida sempre por esta ocasião, da explicação pelo contexto sócio-económico, convém reter o seguinte:
1) As escolas privadas são dirigidas por pessoas que respondem em função de resultados e de eficácia; as públicas por pessoas escolhidas em função dos interesses das professorinhas fraldiqueiras e da pequena política local.
2) As escolas privadas podem seleccionar livremente os professores; as públicas acolhem os que são determinados pelos concursos arranjados pelo MEC e pelo sr. Nogueira.
3) As escolas privadas substituem os professores faltosos e incompetentes e centram-se no ensino dos alunos; as públicas apaparicam equitativamente qualquer um, independentemente do que façam, à luz das interpretações do nosso Joaquim, e os alunos são vistos como um pormenor descartável e insignificante.
4) As escolas privadas escolhem os alunos; as públicas vivem à custa do mito da inclusão (os rankings são, de resto, um excelente meio para os pais perceberem quem as frequenta e, assim, as evitarem sempre que possível).
5) As escolas privadas escolhem as metodologias que entendem melhores e ajustam-nas consoante as variáveis em presença; as públicas optam por aquilo que optam sem se perceber muito bem quais os critérios (objectivos, bem entendido, que os outros são evidentes) escolhidos.

Ignorando as honrosas e raras excepções ao que fica dito, a opção é entre a liberdade e a competência, por um lado e, por outro, a bandalheira e o corporativismo disfarçados de interesse público, triunfal e inconsequentemente apresentados pela langue de bois do socialismo dominante.

Anúncios