Fraternidades

by jfc

Estamos no mês do anúncio dos Prémios Nobel e da Feira de Frankfurt. O Brasil, país irmão, é o país convidado da edição deste ano da Feira. Na abertura desta, os brasileiros, pela boca de um discursador oficial,  resolveram mostrar ao mundo as suas misérias e, pondo ordem na História, expor a sua versão das terríveis e antigas razões delas (ver discurso na íntegra aqui).

Coisas próprias de países emergentes, pois, mas que ainda só puseram os pés de fora. Que, de qualquer modo, põem em relevo uma corrente antiportuguesa no Brasil, país irmão, há muito conhecida, mas que é cada vez mais dominante no discurso de certos irmãos nossos, com especial incidência nos irmãos políticos e nos irmãos escribas que por lá pululam. Veja-se como Dilma (mal)tratou a tradição protocolar das visitas de Estado a Portugal.

O Brasil teve e tem grandes escritores, dos maiores da nossa Língua, Só não sei se essa Língua a que me refiro ainda é a destes indignados, pois ela também resulta  da tal «assimilação» que «se deu através do estupro das nativas e negras pelos colonizadores brancos».

E, como é sabido, o politicamente correcto tende a ampliar-se e a alastrar. Recorde-se o recente e lamentável episódio da acusação de racismo de que foi alvo a obra de Monteiro Lobato.

E estes indignados de feira serão representativos? De quem, de quantos? O discurso do ódio, agora tão amplificado, que eu saiba, nunca foi partilhado pelas grandes figuras. Talvez o seja agora pelos figurões.

Aqui entre nós, que ninguém nos ouve, este Ruffato chegou a ser um dos figurões encarregados de promover a versão brasileira (entretanto frustrada) do mesmo «Editor» português que, em Portugal, vai agora editar o livro do mestre Sócrates.

Como, a este propósito, ainda há pouco recordava lapidarmente um amigo: les beaux esprits se rencontrent.

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