A versão lusitana da liberdade de informação

by offarinha

Numa ditadura apenas são autorizadas as manifestações oficiais. Numa democracia as manifestações são livres.

Numa ditadura existe censura e, por isso, as manifestações que ocorrem contra a vontade de quem detém o poder, ou não são divulgadas ou são criteriosamente manipuladas. Uma democracia define-se pela liberdade de informação, ou seja, pela possibilidade de os jornalistas informarem acerca do que realmente se passa e de os cidadãos terem a certeza de ser informados com honestidade acerca disso mesmo.

Na democracia portuguesa, os jornalistas, os editores, os chefes de redacção, os directores, todos os tipos que seleccionam, produzem e editam informação, não precisam de censura. Eles próprios se encarregam da construção e manutenção das ditaduras com a dimensão da sua pequenez intelectual. Ver aqui e aqui. De notar que a notícia é tirada do Diário de Notícias , cujas instalações ficam defronte do noticiado e do omitido.

O que a um optimista democrático ocorreria salientar é que existem hoje formas de contornar a canalhice e a estupidez dos espíritos censórios. Um cidadão mais velho lembraria, neste caso, as inúmeras e divertidas maneiras de resistir por este mesmo processo de mostrar o gato a partir do rabo deixado de fora.

E a propósito. Enquanto tudo isto se passava, a comunicação social em bloco excitava-se com vinte mentecaptos que esbravejavam no Largo do Município. E, sobretudo com um que, coitado, foi sujeito à violência despropositada e ditatorial das forças policiais.

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