And the winner is…

by offarinha

O fueiro, como é sabido, cultiva a seriedade em todos os assuntos de que se ocupa. No caso da política e, em particular, destas eleições autárquicas, optou pela mais escrupulosa sisudez. Por isso, escolheu como melhor instrumento da campanha que agora termina o cartaz acima reproduzido. Isto porque não pactuamos com a farsa, nem com o grotesco, nem com a mentira, nem com o mau gosto que por aqui e por ali foram aparecendo. Eis as razões da escolha. Em primeiro lugar, pelo aspecto grave e austero do candidato, à Alexandre Herculano. Depois, pela utilidade e minimalismo da proposta em tempos de crise: não promete mais rotundas, circulares exteriores, espaços culturais ou pavilhões gimnodesportivos… Finalmente, pelo seu carácter visionário: percebe-se que o candidato antecipa as necessidades do futuro com a lucidez de um profeta bíblico.

Dito isto, ocorrem duas dúvidas. A primeira, apenas o nosso Joaquim a poderá elucidar: não será a proposta inconstitucional em virtude do direito à imortalidade decerto constitucionalmente assegurado a todos os cidadãos? A segunda é de natureza particular: será que não estaremos a cometer uma grave ilegalidade ao não darmos igual relevo a todos os flyers, mupis, hinos de campanha, aventais, boletins autárquicos, esferográficas e quinquilharia avulsa usados em todas as freguesias e concelhos de Portugal?

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