Coerência

by offarinha

O PSD e o CDS estão a manifestar uma “intransigência absoluta” na questão dos cortes de 4,7 mil milhões na despesa pública, o que torna um acordo “impossível”, disseram ao DN fontes do PS.

O PS não consegue compreender esta intransigência, bem como a teimosia em não recomeçar as obras do TGV, relançar o projecto do novo aeroporto de Lisboa e abrir concursos para a construção de mais uma dúzia de autoestradas e para aí umas dez barragens. Também se sente incomodado com a obstinação em não aumentar os funcionários públicos e os pensionistas, nem em retomar o maravilhoso projecto do Parque Escolar e outros do mesmo género. Seguro, que já garantiu a Alegre que não cederá um milímetro, não pode aceitar que os partidos do Governo não cedam. E, bem vistas as coisas, se calhar tem razão. Não poderiam o PSD e o CDS ser flexíveis como foram com os professores? Ou frouxos como na renegociação das rendas e dos contratos com as grandes empresas? Ou vácuos como na reforma autárquica? Ou inconsequentes como na manutenção do estatismo nas áreas da saúde e da educação? Ou inanes como na reforma do Estado? Ou ferozes, como na insistência no saque fiscal?

Fontes do Largo do Rato garantem que Seguro não compreende. O que, em boa verdade, é já um hábito.

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