Passatempo dominical – aritmética rudimentar e geometria política

by offarinha

Para a brava rapaziada que, já que se estava a manifestar, aproveitou para fazer umas reportagens, aqui se deixam alguns quebra-cabeças:

  1. Quantos camelos – apenas valem camelos indignados e revoltados – podem passar, sem atropelos e em simultâneo, pelo buraco de uma agulha?
  2. Quantos anjos – aqui só valem os que sabem cantar a «Grândola» e querem que a troika se lixe – cabem, sem risco de esmagamento, na cabeça de um alfinete?
  3. Quantas pessoas, sem perigo de sufoco, cabem num metro quadrado?
  4. Qual é a área do Terreiro do Paço?
  5. Qual o resultado de um milage de multiplicação de pães realizado pelo João e pela Catarina ( juro que vi e ouvi uma excitadinha histérica na Sic Notícias a entrevistar os líderes do BE nestes termos)?
  6. Qual é a área de metade do Terreiro do Paço?
  7. Qual é a população do Porto?
  8. Quantas sardinhas – de tipologia semelhante à dos anjos e camelos – se podem meter numa lata?
  9. Qual é mesmo a área do Terreiro do Paço? Ou, vamos lá, de dois terços do Terreiro do Paço?
  10. Quantos portugueses não foram às manifestações?
  11. Quantas pessoas estão, ano após ano, em Fátima no 13 de Maio? Eu sei que esta não devia valer, visto que, neste caso, não se trata de pessoas tipo povo-povo, porque: i) não frequentam as redes sociais e os sítios da moda; ii) eles não cultivam um ar vagamente encardido; e iii) elas não parecem estar sempre mascaradas de pastorinhas.
  12. Para acabar, uma de escolha múltipla. Qual o número de portugueses que ficará radiante, logo à noite, depois da vitória em Aveiro: a) dez milhões; b) tantas quantas as da última vez; c) mais do que as da última vez; d) dezenas de milhar, mas se calhar o número é maior (como a Sofia cita num comentário a um outro post)?

Os vencedores do passatempo receberão guia de marcha para um sítio do seu agrado. A vencedora feminina, para o Egipto ou Tunísia, afim de gozar as delícias da Primavera árabe. O masculino, para Cuba ou Venezuela, afim de poder exercer o seu jornalismo de causas sem desnecessários constrangimentos.

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